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SÍNDROME DO PÂNICO: QUAIS OS SINTOMAS E TRATAMENTO?

 

 

A síndrome do pânico, ou transtorno de pânico, é caracterizado como uma doença ansiosa. O Ministério da Saúde explica que quem sofre com essa condição tem crises importantes de ansiedade que muitas vezes acontecem sem motivos reais. São episódios inesperados de absoluto medo e desespero. Os sintomas são físicos e incapacitantes.

As crises são curtas, podendo durar entre 5 e 20 minutos, porém são muito intensas. Existem também os momentos entre as crises, carregados de sintomas específicos da doença, sendo que não se sabe quando outra crise irá surgir. Ela não tem previsibilidade, podendo acontecer alguns minutos ou meses depois da primeira.

Para o Ministério da Saúde, os primeiros sinais da síndrome do pânico começam a aparecer entre os 20 e 30 anos de idade, afetando muito mais mulheres do que homens. Ele é causado por múltiplos fatores, envolvendo a linha genética da pessoa, fatores biológicos, neuroquímicos, psicológicos e sociais.

 

Sintomas de síndrome do pânico

 

 

Alguns sintomas são mais leves e podem ser interpretados só como uma cautela exagerada, ansiedade ou pode ser confundido até com depressão – o que não deixa de ter relação, pois ambas podem fazer parte do diagnóstico do paciente. Veja quais são os principais sintomas que acontecem durante a crise.

1. Medo de morrer
Assim que os sintomas começam, algumas pessoas têm a sensação de que estão prestes a morrer, como se nunca fosse sobreviver àquela crise. Isso acontece por causa da somatória das reações físicas apresentadas, como a taquicardia, sudorese, palpitação, dor no peito e muitos outros. Porém há também a influência dos fatores psicológicos, em uma mistura de sentimentos e explosão de hormônios, além da alteração no funcionamento das sintaxes neurais.

2. Medo de enlouquecer
O medo de perder totalmente o controle e enlouquecer é mais comum em pessoas que já experimentaram alguma crise anteriormente e sabem que se trata de uma doença de cunho físico e psicossocial. Esses pacientes fazem ligações muito rápidas entre sequências de ideias desconexas, que podem levar ao agravamento da situação. Nesse momento, há a chance de passar pela cabeça que há chances de perder o controle e enlouquecer.

3. Despersonalização
No auge da crise, pode ser gerada a despersonalização. Essa despersonalização é a impressão de um total desprendimento com a realidade no seu entorno, fazendo com que a percepção do que acontece em volta seja minimizada e distorcida. Fica parecendo que a pessoa está em um sonho, tendo, por consequência, uma visão distorcida do mundo ao redor e até de si mesma.

4. Dor no peito e taquicardia
Um dos principais – e mais comuns – sintomas entre as pessoas que sofrem com a doença é o surgimento de dor aguda no peito, como se estivesse tendo um ataque cardíaco. Além disso, pode perceber a palpitação tanto no pescoço, quanto na região do tórax, de forma intensa e apresentar falta de ritmo na frequência cardíaca, a taquicardia.

 

5. Falta de ar
A falta de ar também está presente em muitos dos casos de síndrome do pânico, ocorrendo não somente nos momentos de crise, assim como muitos outros, de forma menos acentuada. Durante os momentos mais difíceis, ela vem como uma sensação de sufocamento, reforçando a sensação de que a pessoa não vai sobreviver. Essa falta de ar acontece também por causa da aceleração dos batimentos cardíacos.

6. Sudorese
Durante o momento de crise, é absolutamente normal que todo o corpo entre em colapso, aumentando a temperatura, acelerando os batimentos e causando uma onda de suor intenso, que pode ser do comum ou suor frio, quando a pele fica com a temperatura mais baixa. Ela pode ocorrer em diversas intensidades, desde o suor da testa até mesmo, encharcando a roupa.

7. Problemas gastrointestinais
Não somente no momento da crise, mas também em momentos diversos ao longo do dia, podem ocorrer problemas gastrointestinais, nas mais diversas moderações. Enjoo, náuseas, diarreia e cólicas intestinais podem ocorrer de forma branda a moderada, mas raramente tomam proporções maiores, a ponto de causar constrangimento.

8. Tontura
Também é bastante comum fora dos momentos de crise, causando o escurecimento da visão e uma forte pressão na cabeça, além da sudorese já citada. Além disso, também podem ocorrer sensações de vertigem, quando há a impressão de que o mundo está girando em torno da pessoa e que ela pode cair a qualquer momento, podendo inclusive levar ao desmaio.

9. Ondas de frio ou calor
Nos momentos de crise, é normal que os pacientes relatem sentimentos como de calor extremo, principalmente na região do tronco, pescoço e cabeça, em forma de ondas. Podem ocorrer também ondas de frio, que percorrem o corpo, mantendo-se por um tempo até aliviar. Elas podem causar tremores em todo o corpo, além do suor frio.

10. Formigamento ou adormecimento
Partes do corpo também podem ficar dormentes, deixando de ter sensibilidade, da mesma forma de quando se dorme por cima do braço ou cruza as pernas por muito tempo. Além disso, pode ocorrer a sensação de formigamento, principalmente nas extremidades, como braços e pernas.

 

Causas

 

A síndrome do pânico é multifatorial, tendo aspectos físicos, psicológicos e sociais. Os especialistas concordam que tudo acontece no cérebro, pois é nesse órgão que o pânico se deflagra como uma reação a um risco e luta em uma situação de emergência.

Esse pânico causado pelo cérebro é recebido pelo corpo como um sinal de grande perigo, é uma reação inicial do ser humano, a fim de garantir a sobrevivência da espécie. Porém, nos dias de hoje, já não são tão importantes, tendo porém participação direta nos momentos de crise na síndrome do pânico.

A médica psiquiatra Carolina Meira Moser explica que a síndrome do pânico não pode ser explicada por uma causa só, mas sim por um conjunto de fatores.

O uso de algum remédios pode gerar crise em pessoas que tenha a propensão, como é o caso dos corticoides, anfetaminas, remédios para emagrecer e alguns para melhorar a concentração e foco. Drogas ilícitas psicoestimulantes também podem desencadear as crises.

Não tenha medo ou vergonha de procurar ajuda médica. O trabalho de um especialista é importante para encontrar meios seguros para tratar a síndrome do pânico.

É interessante que o paciente vá à consulta acompanhado de uma pessoa confiança, seja parente ou amigo, tanto para dar apoio moral quanto para ajudar a descrever o problema, já que a ansiedade pode dificultar o relato dos sintomas. Além disso, durante a consulta, o paciente deve descrever detalhadamente todos os sintomas, para que o diagnóstico possa ser realizado corretamente.

 

Tratamento

 

O Ministério da Saúde coloca à disposição da população diversas formas de tratamento para a doença, seja nas redes de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) ou através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), tendo equipes de profissionais de diversas áreas, como psiquiatra, enfermeiro, psicólogo e assistente social.

Além disso, se a pessoa passou por uma crise recente e tem dificuldade em conversar com outras pessoas sobre o tema, pode falar anonimamente com o Centro de Valorização da Vida, que atende online, via chat ou pelo número 188, gratuito e disponível 24 horas ao dia, todos os dias.

O tratamento é feito através do diagnóstico correto, busca dos fatores determinantes e gatilhos, tratamento com psicólogo, para cuidar da abordagem psicossocial, e com o psiquiatra, para abordar o caráter fisiológico do cérebro e do corpo como um todo, com a possível prescrição de medicamentos.

Não tenha medo ou vergonha de procurar ajuda médica. O trabalho de um especialista é importante para encontrar meios seguros para tratar a síndrome do pânico.

É interessante que o paciente vá à consulta acompanhado de uma pessoa confiança, seja parente ou amigo, tanto para dar apoio moral quanto para ajudar a descrever o problema, já que a ansiedade pode dificultar o relato dos sintomas. Além disso, durante a consulta, o paciente deve descrever detalhadamente todos os sintomas, para que o diagnóstico possa ser realizado corretamente.

 

 

Esteja preparado, também, para responder às perguntas que o médico deverá fazer. Veja alguns exemplos:

Quais são seus sintomas? Quando você os notou pela primeira vez?
Com que frequência os ataques de pânico acontecem? Quanto tempo eles costumam durar, aproximadamente?
Há alguma situação ou comportamento específicos que possam desencadear um ataque de pânico?
Você evita contatos sociais ou determinadas atividades por medo de ter outro ataque?
O quanto os sintomas e o medo de ter outro ataque atrapalham sua vida pessoal, profissional e social?
Você passou por algum evento traumático na infância ou em qualquer outro momento da vida?
Passou por situação traumática, como assalto ou violência? Há quanto tempo?
Como você descreveria sua relação com os membros mais próximos da família?
Você ou sua família têm histórico médico de síndrome do pânico ou de algum outro transtorno?
Você já foi diagnosticado com outro problema de saúde?
Você consome cafeína, bebidas alcóolicas e drogas recreativas? Com que frequência?
Você pratica exercícios físicos? Com que frequência?

 

Qual a diferença entre ansiedade e síndrome do pânico?

Apesar de serem bastante similares, como a sensação de que algo muito ruim está para acontecer, taquicardia, sudorese e outros, a ansiedade e a síndrome do pânico se diferenciam em alguns fatores bem claros.

As crises de pânico são curtas e rápidas, além de intensas e começarem de forma súbita. Já a ansiedade toma um tempo maior, sendo muito menos intensa e crescendo gradualmente, tendo, por fim, os sintomas muito parecidos.

 

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