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MEDITAÇÃO DIARIAMENTE TRAZ BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

MEDITAÇÃO DIARIAMENTE TRAZ BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE
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A meditação e a ioga se tornaram práticas amplamente divulgadas e intensivamente estudadas, crescem as evidências que sugerem múltiplos benefícios psicológicos e físicos decorrentes destas práticas, assim como de outras similares, a exemplo do Tai Chi Chuan e do Chi Kung.

Há muito a ganhar com a prática da meditação todos os dias. Os benefícios para a saúde e vitalidade estão disponíveis para quem tira um tempo para praticar a meditação diariamente.

A meditação é um modo de vida para muitos indivíduos realmente comprometidos com a prática. A meditação é amplamente conhecida e apreciada por pessoas de todas as esferas da vida, no entanto, nem todos os profissionais estão cientes dos muitos benefícios de meditar regularmente.

Algumas pessoas só escolhem sentar em silêncio e quietude porque são ditas ou instruídas a fazê-lo, como em uma aula de artes marciais, por exemplo.

Dependendo da arte que está sendo estudada, é comum para muitos mestres orientais promover a meditação antes e depois das sessões de clareza e conservação de energia antes do treino, e depois para acalmar a mente, permitir que a energia flua de volta ao seu banco interno e revitalizar o espírito.

Pesquisas sobre meditação

 

 

Segundo o “Harvard Health Publications”, o site de publicações de saúde de Harvard, estudos sistêmicos e meta-análises examinaram centenas de pesquisas que sugerem que intervenções baseadas na meditação ajudam a diminuir ansiedade, depressão, estresse e dor, e ainda melhoram a saúde de maneira geral, a condição mental e a qualidade de vida. Estas práticas também aparentam reduzir inflamações e aumentar a resposta imunológica.

Apesar de estas constatações fazerem sentido do ponto de vista intuitivo, é possível questionar se um simples descanso ou relaxamento poderiam ser benéficos. Os poucos estudos realizados sugerem que férias trazem resultados reais – mas temporários – com efeitos positivos na saúde e no bem-estar.

Estudo comparativo da meditação, yoga e férias

 

 

Entretanto, um estudo publicado recentemente comparou a meditação e um retiro de ioga a férias normais em termos de saúde mental e física. A pesquisa foi conduzida no sul da Califórnia com 91 voluntárias que tinham problemas de saúde, não estavam grávidas e não tomavam hormônios ou antidepressivos. A intervenção consistiu em 12 horas de meditação, nove horas de ioga e exercícios de auto-reflexão por mais de uma semana. As participantes foram divididas em três grupos com cerca de 30 cada: meditadoras experientes, mulheres que nunca haviam meditado e um grupo que simplesmente “saiu de férias”. As 30 participantes de férias escutaram leituras de saúde e, depois, fizeram atividades divertidas ao ar livre por uma semana.

Por fim, todos os três grupos (férias, iniciantes e meditadoras regulares) mostraram estatisticamente melhorias significativas em quesitos como estresse e depressão, que foram medidas utilizando questionários estabelecidos e iguais para todas. Até aí, parecia que as férias eram tão boas quanto o mindfulness para redução de estresse e elevação de humor.

Mas o que foi realmente surpreendente foi o resultado dos 10 meses seguintes: as meditadoras regulares ainda mostravam melhorias significativas nos mesmos quesitos, mas nas iniciantes a resposta era ainda maior. Quem estava de férias, no entanto, não obteve os mesmos benefícios. Os pesquisadores garantiram que os três grupos eram iguais em termos de média de idade, nível de educação, status de emprego e índice de massa corpórea. A conclusão está de acordo com pesquisas anteriores que mostraram que férias trazem benefícios, mas temporários, enquanto o mindfulness gera efeitos no longo prazo.

Os pesquisadores também coletaram amostras de sangue antes e logo depois do período de estudo. Todos os três grupos mostraram mudanças positivas significativas nos marcadores da função imunológica. Entretanto, aquelas participantes que meditam regularmente registraram alterações ainda mais interessantes.

 

 

Eric Schadt, Ph.D, diretor do Icahn Institute at Mount Sinai e especialista na área, afirma: “Meditadoras regulares mostraram os mesmos tipos de melhorias no nível molecular que as outras, mas, além disso, mostraram mudanças associadas a alguns processos de envelhecimento/doenças. Eu acredito que existe alguma sugestão, neste caso, de um envelhecimento saudável, o que significa que este estudo deve incentivar pesquisas posteriores nesta direção.”

Schadt explica que outros fatores que frequentemente caminham lado a lado com a meditação – como exercícios, dietas e mesmo exposição a incensos – poderiam ajudar a explicar essa melhora.

A palavra “meditação” vem do latim “meditatum”, que significa ponderar. A primeira vez que o termo foi utilizado foi pelo Monge Guigo II, no século 12.

Os primeiros registros da prática eram geralmente associados a um contexto religioso. Especialmente em alguns registros pré-históricos, onde as civilizações mais antigas entoavam mantras e entravam em uma espécie de êxtase durante os rituais de oferenda para seus deuses.

Escrituras na Índia sugerem que a forma de meditação mais próxima do que conhecemos hoje surgiu há cerca de 3 mil anos antes de Cristo.

Com o passar do tempo, a prática se espalhou pela Ásia. E foi sofrendo pequenas transformações ao ser adotada por diversas religiões como o Budismo, o Hinduísmo e o Judaísmo.

Apesar dos métodos serem diversos, o objetivo da meditação era um: entrar em contato com a essência e evoluir.

Durante muito tempo, a meditação ficou restrita a países orientais

 

 

Somente no século 20 a meditação foi popularizada nos Estados Unidos por Paramehansa Yogananda, guru indiano que definiu como propósito de vida difundir a prática no Ocidente.

Como a parte do estudo que abordou as férias foi muito pequena e incluiu apenas mulheres, é necessário conduzir outras pesquisas. Mas a evidência de quea meditação pode provocar efeitos psicológicos positivos no longo prazo, especialmente para iniciantes, é convincente. Além disso, meditação e ioga podem melhorar a imunidade e práticas regulares parecem promover efeitos genéticos mais complexos relacionados a um envelhecimento saudável.

 

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